terça-feira, 10 de junho de 2008

Movimento Social do PSB aprova moção pedindo expulsão de Carlos Eduardo





No primeiro dia do Congresso Nacional do PSB, em Brasília, os movimentos sociais ligados à Juventude, Negros, Mulheres, GLBTs e Populares tomaram conta da programação com uma série de debates e sessões plenárias. E como o objetivo do evento é discutir cenário político nacional, programas de governos para municípios, política de filiação partidária e estratégias para as eleições municipais, a crise do PSB em Natal veio à tona na mesa de discussão.

A surpresa veio no início da noite, por ocasião da abertura oficial. A JSB mais uma vez entrou no auditório Petrônio Portela, no Senado Federal, gritando palavras de ordem em defesa do PSB, do Socialismo e homenageando Miguel Arraes, o fundador da legenda no Brasil, o que mereceu aplausos do auditório lotado de socialistas. Já o Movimento Negro apresentou uma “moção de repúdio ao prefeito Carlos Eduardo Alves e de solicitação de garantias da normalidade democrática no PSB-Natal”.

O texto assinado pelos representantes do Movimento e aprovado em ata na plenária social, diz que “os acontecimentos que marcam o processo sucesório do prefeito Carlos Eduardo Alves de Natal tem tomado contornos lastimáveis, que merecem atenção de todos os que fazem o PSB”.

Em duas páginas, a moção relata com detalhes a violência sofrida por militantes do PSB em Natal, agredidos dentro do partido por seguranças e policiais com spray de pimenta, ressalta uma declaração do prefeito Carlos Eduardo de que os partidos são como franquias e diz que “o prefeito não pode comparar o glorioso Partido Socialista Brasileiro a uma franquia de loja e ficar impune. Não é admissível que o presidente do diretório diga que a discussão partidária não existe, que não vai ao partido, que assina as atas no seu gabinete de prefeito (sic) e fique tudo por isso mesmo”.

Ainda na moção os militantes alertam que “ as faltas disciplinares de Carlos eduardo atentam contra a integridade e os princípios do PSB, às quais são passíveis de serem punidas com expulsão.” E completa o documento: “Também queremos solicitar garantias do Congresso Nacional do PSB de que a democracia partidária será resguardada, de que todos (as) (filiados (as) possam expor sua opinião e exercer o direito de voto no Congresso Municipal do PSB (marcado para 16 de junho). Solicitamos tais garantias por não confiarmos na condução do prefeito Carlos Eduardo e seus capachos.”

O documento não cita o nome do deputado Rogério Marinho, mas é uma demonstração clara de força do parlamentar dentro dos segmentos sociais para o apoio de sua pré-candidatura à prefeito pelo PSB. Ontem à noite, Rogério participou da abertura do XI Congresso e sentou à mesa das autoridades. Em seguida chegou a governadora Wilma que também foi chamada para a mesa. Os dois se cumprimentaram formalmente. Já o prefeito Carlos Eduardo só chegou no final da cerimônia, depois de todos os discursos.

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